REPORTAGEM LUIS MELO

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Crime Ambiental – Policial Militar do PR é acusado por suposta caça ilegal

Uma série de fotografias denuncia um crime ambiental que teria sido cometido por um profissional da área de cidadania: um policial militar. A reportagem de O Paraná recebeu imagens que revelam a caça de vários jacarés, tanto filhotes quanto adultos, para fazer churrasco. O policial envolvido é da Patrulha Rural de Medianeira. Ele é lotado ao 14º BPM (Batalhão da Polícia Militar).
As imagens são fortes e mostram todo o preparo, da retirada da pele ao momento em que os animais eram assados. Na maioria das fotos, o policial aparece exibindo os jacarés como troféus e, em alguns casos, usando farda da PM. De acordo com a denúncia, a caçada ocorreu em uma fazenda no Mato Grosso. “Em determinadas horas, o policial vai de viatura para caçar. Não foi apenas uma vez. Foram várias. Todos sabem o que acontece, mas tem medo de denunciar”, disse o denunciante, que terá a identidade preservada.
O caso será encaminhado à Promotoria de Defesa do Meio Ambiente. O comandante do 5º Comando, tenente-coronel Chehade Elias Geha, disse que desconhecia o caso e que se trata de uma situação que não pode ser admitida na corporação. “É um flagrante inadmissível. Independente de o policial fazer ou não parte da Polícia Ambiental, é compromisso de todos o respeito e a preservação ao meio ambiente”, disse o coronel. Ele confirmou que será instaurado um inquérito para apurar o caso.
De acordo com Geha, se o inquérito confirmar todas as evidências flagradas nas fotografias, o policial estará sujeito a todas as sanções administrativas e judiciais. “Ele pode ser submetido ao afastamento das funções. Vamos aplicar todo o rigor para apurar esse caso”. O policial deverá ser ouvido a prestar esclarecimento e a investigação terá duração máxima de 40 dias.
Acusado diz que assistiu, mas não caçou
A versão do cabo, acusado de caça ilegal de jacarés, é de que ele apenas acompanhou a caçada. “Não cacei. Fui a uma viagem e chegamos a uma fazenda no Mato Grosso. Fomos convidados e chegando lá os peões estavam caçando e tiramos umas fotos. Eu apenas estava lá. Não gosto disso”, afirmou.
Ele disse também que os animais foram retirados de um criadouro e não do habitat natural e que a carne estava regularizada. “Era de um criadouro e trouxemos a carne em situação regularizada. Fomos apenas convidados a conhecer esse espaço em uma fazenda”. Ainda de acordo com o cabo, as fotos são antigas e foram feitas em Poconé, cidade que fica a 100 quilômetros da capital, Cuiabá.
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Fonte: O Paraná

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